
FEUSP
Duplamente letrado: a compreensão de níveis de fluência de jovens a partir da atividade leitora
Início: março 2025 – previsão de término maio 2027
Essa investigação tem como objetivo geral investigar se a aproximação da leitura profunda de livros, de forma lúdica e prazerosa, seria capaz de desenvolver a capacidade de compreensão para ler sem sofrimento. Embora leia mais a partir dos dispositivos tecnológicos do que seus antepassados, a geração contemporânea entende a leitura como uma atividade entediante, compulsória e para a qual não se sente motivada. Partimos do silogismo de que o ato de leitura profunda não tem constituído condições favoráveis para o letramento de jovens e adultos e, portanto a pergunta que norteia a pesquisa se detalha como “Seriam os estudantes de Ensino Médio (1º e 2º anos) capazes de desenvolver um duplo letramento, compreendendo que as leituras em tela e em livros são diferentes, mas potencialmente qualificadas para o desenvolvimento do pensamento crítico a partir de a) criação de um ambiente favorável ao ato de leitura profunda, b) envolvidos em uma esfera sensorial propícia à leitura e c) dispondo de recursos para debater, confrontar e compreender o conteúdo lido?”. A busca de respostas passa pela abordagem qualitativa da observação participante, a partir da relação direta com estudantes de 1º e 2º anos de Ensino Médio de privadas, a partir de uma “Oficina de Leitura” oferecida às instituições. Os dados coletados podem ser analisados em eixos temáticos a partir da análise do conteúdo dos depoimentos dos estudantes e suas experiências.

ECA USP
Os sentidos alienados: transformações das percepções sensoriais na interação com objetos que se tornaram mídias na rede de “internet das coisas”
Duração: fevereiro 2021 – abril de 2023
A questão norteadora desse projeto refere-se ao problema da alienação dos sentidos a partir da manipulação objetos e sistemas que recentemente foram considerados como mídias, tais como lâmpadas, bonecas, máquinas de lavar, aspirador robô. Na relação interativa com esses objetos/mídias domésticos, o indivíduo contemporâneo não seria capaz de perceber seus sentidos, não saberia nomear suas percepções e estaria consumindo formas artificiais de estímulos para significar sua experiência, o que poderia estar ocasionando uma forma de capitalismo sensorial. A proposta discute a ideia de Capitalismo Sensorial – dando sequência às pesquisas sobre a Comunicação Multissensorial (ERTHAL, 2018) – e que teve como objetivo conectar os sentidos à experiência do consumo via tecnologias digitais. Trata-se de uma pesquisa que envolve a antropologia dos sentidos, a comunicação multissensorial, a abordagem Gestalt da psicologia e o capitalismo tardio, e que, portanto, envolve o entendimento de discursos convergentes e divergentes, complementares ou independentes, que buscam explorar mercantilização dos sentidos por meio de criação de estímulos (demandas ou objetos de consumo) artificializados pelas (novas) tecnologias e (novas) mídias digitais inteligentes.

UFF
Entre Saberes e Redes: Fortalecendo a Soberania Informacional e Epistêmica dos Povos Originários e Tradicionais na Era Digital
Este projeto visa fortalecer a soberania informacional, epistêmica e digital dos povos originários e tradicionais por meio do desenvolvimento de uma plataforma digital colaborativa que integre conhecimentos sobre saúde, meio ambiente e ciência.
O objetivo é criar um ecossistema multilíngue, promovendo a formação de lideranças indígenas e quilombolas em comunicação, tecnologia e informação, com apoio de diversas instituições e ministérios.
Detalhes do Projeto
Proponente: Thaiane Moreira de Oliveira
Unidade: Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppi) / Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs) / Programa de Pós-graduação em Comunicação – Universidade Federal Fluminense
Objetivos da Pesquisa: A estratégia metodológica envolve a criação de uma plataforma Moodle para educação midiática e a adaptação de ferramentas digitais às especificidades culturais, promovendo a soberania digital e epistêmica das comunidades.
O projeto conta com a parceria de diversos institutos e organizações, incluindo três Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, a Cátedra Unesco de Políticas para o Multilinguismo, o Ministério das Comunicações, o Ministério da Educação, a Secretaria de Comunicação do Governo Federal, o Ministério dos Povos Indígenas e a Organização dos Estados Ibero-americanos.

Escola do Futuro NACE
Pesquisadora vvoluntária à Escola do Futuro, considerado um Think Tank da Universidade de São Paulo (USP), referência em excelência no Brasil e em todo o mundo, dirigido pela prof. Dra Brasilina Passarelli. Foi criado em 1989 como Laboratório de Tecnologias de Comunicação ligado ao Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA (Escola do Comunicação e Artes/USP), dedicado a pesquisar os impactos que as TIC (multimídia e hipertexto) teriam na ecologia das salas de aula, no ensinar e no aprender. Atualmente pesquisa o imbricamento do contemporâneo hiperconectado da Internet das Coisas (IOT), do Big Data e da Inteligência Artificial (IA) e seus impactos no ensinar e no aprender. Atua na concepção e execução de projetos de Pesquisa-Ação bem como na elaboração de pesquisas teóricas e de produção científica no âmbito do Observatório da Cultura Digital – OCD, locus da pesquisa empírica parte integrante do NACE. https://futuro.usp.br/pessoas
